Podem falar o que quiserem, eu não ligo. Eu gosto mesmo é de escrever a lápis. Gosto do som que ele faz ao riscar o papel. Gosto das nuances de preto e cinza que ficam marcadas ali enquanto meus dedos deslizam pela folha branca, e que dependem totalmente do peso da minha mão. Gosto do ritual de se afiar a ponta do lápis, mais fininha ou grossa, mais comprida ou curta. Gosto de imaginar que meu lápis é uma flecha, e que estou preparando minha flecha. Quanto maior for o capricho - e a habilidade - maiores serão as chances de acertar o alvo. Sempre há um alvo. Escrever é lançar uma flecha.
Também posso imaginar meu lápis e a folha como amantes. Afinal de contas são um casal, ou não são ? O lápis e a folha.
Mas nem todos os romances são felizes ...

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